Saúde da mulher vai além dos cuidados ginecológicos
- Revista Vitrine do Aposentado
- 2 de dez. de 2020
- 4 min de leitura
Por Redação

O acolhimento e a garantia de acesso de forma fácil para os cuidados necessários com as mulheres, tem sido um grande desafio para o Brasil.
A saúde da mulher não pode ser resumida em apenas campanhas de prevenção de câncer de mama e câncer de colo de útero. Os cuidados com mulheres adultas e adolescentes, vão além disso e devem ser constantes, ao longo da vida.
Citamos alguns exemplos de patologias que tem acometido muitas mulheres e adolescentes, porém tanto o acesso a informação quanto ao tratamento para estas doenças, além de desafiador, é limitado. Claro que, a em se tratando de algum tipo de doença, a prevenção se torna primordial.
Vejamos alguns exemplos destas doenças:
HPV: O combate ao câncer de colo de útero teve significativos avanços após a confirmação do papel etiológico do vírus HPV sobre a doença. No entanto, a vacina atuará como um meio de prevenção ao câncer de colo de útero somente para os indivíduos que previamente tiverem acesso a ela antes do início da vida sexual. Ressaltamos a importância da vacinação contra o vírus HPV que está disponível da rede pública de saúde. Meninas de 9 a 14 anos, podem usufruir desse benefício. Fora deste contexto, o combate ao câncer cervical deve ser feito, ainda, por meio de detecção de lesões precursoras e seu devido tratamento e seguimento clínico.
Obesidade: A obesidade na adolescência é um fator preditivo da obesidade no adulto. Para tanto, ênfase tem sido dada à redução da obesidade, modificação do padrão alimentar e redução do sedentarismo. Diferenças no estado nutricional podem ser decorrentes tanto de influência genética, quanto do meio ambiente, e da interação entre ambos. A correlação entre sobrepeso dos pais e de filhos é grande e decorre do compartilhamento da hereditariedade e a do meio-ambiente. A atividade física é um importante determinante das características físicas do adolescente. A obesidade em adolescentes resulta do desequilíbrio entre atividade reduzida e excesso de consumo de alimentos densamente calóricos, tendo mostrado que o número de horas que um adolescente passa assistindo TV é um importante fator associado à obesidade, em jovens de 12 a 17 anos.
Diabetes: Na fase adulta existem várias questões que afetam o cotidiano dos adultos jovens, como a busca pela estabilidade profissional, as relações sociais dentre outras, que tornam essas pessoas vulneráveis ao consumismo, a praticidade e ao que é mais fácil, principalmente na hora de se alimentarem e interferindo nos comportamentos de saúde, deixando-os mais suscetíveis a doenças como o diabetes. Por isso é importante que implantemos ao nosso hábito alimentar as leis da alimentação equilibrada: quantidade, qualidade, harmonia e adequação; fazendo assim com que as refeições supram todas as necessidades, pois, comer não é apenas matar a fome e sentir um sabor agradável, mas, acima de tudo é prover ao corpo energia e nutrientes para os dias. A prática de atividades físicas e a reeducação alimentar, são fundamentais para o equilíbrio nutricional e além disso, ajuda na prevenção de outras doenças relacionadas ao diabetes e a obesidade.
Hipertensão: A hipertensão, mais conhecida como pressão alta, é uma doença crônica que se caracteriza pelos níveis elevados da pressão sanguínea nas artérias. A incidência aumenta conforme a idade, sendo que um terço das pessoas entre 30 e 50 anos e dois terços acima dos 65 têm a condição. Um dos alertas divulgado no dia 26/04/2019, dia do Combate à Hipertensão Arterial, é que crianças e adolescentes também podem ter pressão arterial alta, mas os cuidados desde a infância são essenciais na prevenção. O cardiologista Jairo Lins Borges, professor do departamento de cardiologia da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), diz que entre 2% e 4% das crianças no Brasil apresentam hipertensão arterial. Embora causas renais, hereditárias ou congênitas estejam relacionadas ao problema, o diagnóstico na infância e na adolescência tem sido cada vez mais similar ao dos adultos. “Está relacionada a um estilo de vida que não é saudável devido ao uso abusivo de sal, calorias, gorduras e açúcar de absorção rápida, o que leva ao aumento do peso, do colesterol, predispõe à diabete e à elevação da pressão arterial”.
Saúde mental: A partir da idade da menarca até bem após a menopausa, as mulheres também sofrem de transtornos de humor específicos, incluindo disforia pré-menstrual, depressão perinatal e peri menopáusica, assim como transtornos de humor e de ansiedade associados à infertilidade e a gestações abortadas.

As mulheres sofrem mais de transtornos alimentares, transtorno de ansiedade generalizada, transtorno de estresse pós-traumático e doenças autoimunes. As mulheres são também menos tolerantes ao uso de álcool e possuem uma maior prevalência de transtornos de dor. São influenciadas em maior grau pela sazonalidade, sofrem mais de problemas advindos da mudança de fuso horário nas viagens e do trabalho em turnos rotativos e, por último, mas não em importância, metabolizam as drogas de forma diferente dos homens. A maior parte dessas informações muito valiosas somente foi coletada nos últimos 30 anos, mas muito mais precisa ser conhecido.
Atenção, cuidado, compreensão ações primordiais em prol da saúde das mulheres.
Fonte: Portal Bunzl Saúde
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